2 de fev de 2012

Peleja


— Peguei! É minha, é minha!

— Que que cê pegou?

— Caiu uma esrtela lá no fim da rua. Eu que vi, é minha!

— Não pode ser só sua! Lembra que a mãe disse pra gente repartir as coisas?

— Achado não é roubado! Nem vem!

— Pior ainda, não tá vendo que ela tá chorando?

— Cê tá louco? Estrela não chora!

— Se você pode carregar uma estrela, por que ela não pode chorar?

— É, cê tem razão.

— Ela quer liberdade, solta ela, solta!

— Pronto.

— Peguei! Rá!

— Não! Vou contar pra mãe!

— Ô mãe, ele pegou minha estrela!

— Mas filho, sua estrela não é aquela ali atrás de você?

— Êba! Ela voltou sozinha pra mim! Êba!

Deu um abraço forte na estrela, enquanto essa dava língua para o outro que ficou sem nada, chorando.

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